quarta-feira, 24 de junho de 2009

Virar de costas, por tudo numa sacola plástica verde, do supermercado. Emoções misturadas a acções, lembranças boas, más. Pintar o cabelo de castanho, fugir pra Brasília. Sem deixar rastro, tanto aqui, quanto em mim. Recomeçar se vestir de mim mesma, ousar e crer naquilo que fica sonhando, imaginando, planejando. Mudar de quintal, ter o planalto central como vista ao amanhecer, encontrar deputados, e senadores na padaria da esquina. Levar disso só a certeza de que fez o melhor, nada de rancor, ou esperança que tudo voltara a ser paz. Embarcar no ônibus, seguir em frente, adelante. Mais entre lágrimas e meias verdades, promessas absolutas de uma ousadia imensurável.
E como se houvesse algo errado, e eu não fizesse questão alguma de saber o que, e muito menos de resolver isso. Fugir e fugir, mudar e recriar, talvez algo que já tenha se transformado em desespero e sem identidade, a par de tantas covardias, mudanças repentinas e auto destruição linda.
Claro, tudo óbvio! Tu cria uma mentira, alimenta, e sem ver passa a ver isso como razão, que sarcasmo comigo mesma. Nada anda fazendo sentido, além da minha total falta de admissão própria em dizer 'NÃO, EU NÃO POSSO VIVER SOZINHA'.
E linda e loira vai admitindo, que só precisa de uma maço de cigarros, uma sexta feira insana, uma transa com um estranho, e tudo resolvido. Carência em ordem, nada de sentimentalismo barato.
Fica remoendo sozinha, uma dor de cutuvelo sem estribeira, quisera algum dia cometer um sincerisidio na frente do espelho.
E se desse um nó na sacola do supermercado onde ponha ria tudo, daqueles bem apertados, pra que aquela lembrança mais bonita não tentasse escapar, e não viesse correndo atrás, atormentar seu lindo cotidiano no palácio das alvoradas.
Juro cautela ao escolher a cor do castanho!

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sutilidade entre a complexidade e a ambiguidade. ou um tiro no escuro (?)

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