terça-feira, 9 de agosto de 2011

agosto cinza, efeitos brandos.


Acaba de ter o primeiro contato com algo frio, sim, a forma com que as coisas eram intensas, as coisas cinzas, os pedidos sórdidos, as inapropriadas atitudes, que hoje soam tão asquerosas a ponto de pedir perdão para si mesma.
Veja só, os dias passaram, e a frase que sempre usou de impacto tem tido o maior sentido, amanhã será sim outro dia, e outras coisas aconteceram, e outras pessoas se importaram, e outros sorrisos tomaram conta daquele árduo e duro agosto, que carregou junto com os ventos todas as prioridades de um encanto, todas as introduções e finais felizes de contos de fadas nunca bem sucedidos perante a própria decisão.
Se sentir bem, e o motivo não era só o novo amor, ou os novos projetos, se sentia bem porque conhecerá um lado novo, uma capacidade distinta de deixar de ser mesquinha a ponto de parecer desesperada em torno de um mundo só seu.
Deixou de ouvir e ler coisas que cutucavam o seu lado maléfico, se mantinha neutra perante a determinadas guerras que traçou a tanto tempo.
Hoje tem o mérito de agradecer a cada alma boa que ainda segura sua mão, a cada desejo de felicidade sincero que ouviu depois dos novos caminhos. Poderia e nem sabia, que a sua subjetividade fora renovada por quase inteiro, e tinha deixado naquele velho e acinzentado agosto, um par de angústias, tristezas, e até mesmo felicidades descartáveis.
Já se pode ouvir o canto da primavera chegando, florindo rostos, romances e desencontros, e trazendo junto de toda a nova coleção/estação um ar saltitante, de que tudo sempre irá dar certo, e que incansavelmente amanhã será outro dia.

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sutilidade entre a complexidade e a ambiguidade. ou um tiro no escuro (?)

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